terça-feira, 9 de março de 2010

MAIS UM PALESTRANTE CONFIRMADO NO CONGRESSO 

            A organização do 1˚ Congresso Internacional do Livro Digital confirmou a participação de mais um palestrante nacional na mesa de debates que acontecerá no dia 31/03. Trata-se de Marcílio D'Amico Pousada, que estará participando da mesa de debates: e o Brasil? Especialista no ramo de varejo, Marcílio D'Amico Pousada iniciou à sua carreira na C&A. Depois, o executivo trabalhou como diretor comercial do Wall Mart e foi um dos responsáveis pela implementação de toda a área comercial da Submarino. Também foi o fundador e presidente da Officenet, participando efetivamente da venda da empresa para a Staples, a maior empresa no mundo em venda de papelaria e informática.  Atualmente, Marcílio está a frente dos negócios da Livraria Saraiva como diretor presidente.  Líder de mercado, a rede de livrarias é uma das maiores do país, e só no ano passado apresentou faturamento de R$ 827,3 milhões.  

segunda-feira, 8 de março de 2010

Entrevista: DIANE SPIVEY, da Little Brown Group Book

A diretora de Contratos e Direitos Autorais da Little Brown Group Book, editora que publica os livros de Stephanie Meyer, autora da saga 'Crepúsculo' – descreve sua expectativa para o 1˚Congresso Internacional do Livro Digital.


Esta é a sua primeira visita ao Brasil?  E como é que você vê a sua participação no Primeiro Congresso sobre “e-books” (livros digitais)?
Esta é a minha primeira visita ao Brasil – e para dizer a verdade, é a minha primeira vez na America do Sul, e estou muito animada.  O meu marido – quem adora e toca samba – está com muitos ciúmes de mim.  É uma honra ser convidado para contribuir para este Congresso e espero que aprenda muito com os meus colegas nos vários painéis e dos próprios participantes.  Também mal posso esperar para contar das minhas experiências com o progresso digital.

Qual a sua opinião sobre os direitos editoriais na publicação de “e-books”?
Editoras acadêmicas já lidam com o desafio da publicação digital há muitos anos, mas só agora é que virou uma preocupação das editoras de obras gerais – temos que correr atrás para alcançar-las. Enquanto não acredito que a era do livro impresso esteja acabando, acho que temos que aceitar o fato de que uma porcentagem do público leitor há de querer ler em formatos digitais convenientes no futuro próximo.  Editoras, portanto, têm que garantir que estão adquirindo os direitos que precisam para poder ser a publicadora em todos os formatos, e entender como isto impacta os contratos que fecham e os direitos que cedem aos seus sublicenciados.


Como as editoras do Reino Unido lidam com isto?
Editoras, agentes e autores no país estão aprendendo muito rapidamente.  Precisamos tomar decisões sobre formatos, preços, DRM (Gerenciamento de Direitos Digitais) e muitos outros assuntos difíceis devido à velocidade da mudança de tecnologia, novos aparelhos de leitura e novas maneiras de fornecer o público leitor com o material que publicamos.  Estamos cientes que as coisas estão mudando muito rapidamente – porém ninguém pode esperar a situação para acalmar, ou será tarde demais para entrar no jogo.  E para nós editores de certa idade avançada, é essencial nos educarmos logo sobre este novo mundo digital.

Qual o número de editoras que atualmente trabalham com “e-books” no  Reino Unido?
Os maiores grupos editoriais estão ativamente publicando “e-books” hoje em dia – quase todo novo título está disponível tanto no formato impresso quanto como um “e-book”.  A maioria das empresas menores está nos alcançando, apesar do fato de ser mais difícil desenvolver um programa amplo sem a infra-estrutura e investimento que uma empresa de grande porte pode oferecer.

sábado, 6 de março de 2010

ENTREVISTA COM ARANTXA MELLADO

Entrevista traduzida com ARANTXA MELLADO, palestrante  que participará do 1˚CONGRESSO INTERNACIONAL DE LIVRO DIGITAL. Ela é diretora geral de Ediciona.com

É a sua primeira vez no Brasil? O que você acha de participar do primeiro
congresso brasileiro de livro digital?

Sim, graças ao convite para o Congresso sobre Livro Digital visitarei o Brasil pela primeira vez. E espero que não seja a última.  Muito me interessa a participação nesse Congresso e aprender o que faz- se no Brasil a respeito da digitalização. Por sua vez, espero que a minha pequena contribuição no Congresso seja útil para vocês.

O que pensas a respeito dos direitos editoriais para os e-books?

A questão dos direitos é complicada e delicada. Compreendo a postura defensiva dos editores, que vêem na pirataria uma forte ameaça ao seu negócio, porém acredito que uma atitude muito protecionista acabará sendo prejudicial para eles. A questão de livros digitais é ainda recente e está por ser definida, por isso os  autores e editores deveriam ser  flexíveis em contratos e tentar  colaborar para que a digitalização beneficie  à ambos.

Como estão trabalhando as editoras da Espanha com os direitos digitais?

A maioria dos editores  espanhóis negociam os direitos digitais nos contratos com os autores e tradutores.  O direito digital, ainda sim, é um dos grandes problemas que os editores espanhóis têm na hora de digitalizar, sobre todas as obras do fundo, já que em muitos casos há dificuldade de encontrá-las.
Chegou-se a um acordo com agentes literários em que, para que os livros digitais, não dão adiantamentos aos autores e ofereceu 20% do preço líquido de cada download para um período de dois anos (esse percentual será revisto, dependendo de como o mercado irá analisar.). No entanto, há alguns autores e agentes que se recusam a cooperar.Sendo assim, as vezes os editores confrontam-se com a recusa direta dos autores de que a sua obra seja lida em formato digital, alguns com medo da pirataria, outros pelo desconhecimento do meio digital  e outros consideram-no um veículo errado para a leitura. Outras vezes são os próprios agentes literários que não querem ceder os direitos digitais, eles vêem a digitalização como uma ameaça aos seus negócios, pois acreditam que o percentual oferecido aos autores é muito baixo. Um outro problema é o do direito de imagem de interior  e da capa,  que também deve ser renegociado. O valor dessas imagens está forçando muitos editores a considerar as questões das capas tipográficas para as impressões  digitais.

Qual o número de editoras que trabalham com e-books na Espanha?
No término de 2009, 44% das editoras  continham menos de 5% de seus catálogos digitalizadas. Nos próximos dois anos o avanço nessa área será notável, embora ao término desse período a oferta de catálogos completos na versão digital será limitada. Em 2011, um terço das editoriais pesquisadas terão digitalizado de  50 % à 100% de seu catálogo, embora apenas 12% disponibilizará o catálogo na íntegra em versão digital.

Que você pensa a respeito do mercado espanhol colombiano de e-books no mundo?
Não conheço o mercado colombiano suficientemente para dar uma resposta. Pelo que sei uma empresa espanhola tem um acordo com editoras colombianas para a conversão das obras em formato digital e sua posterior comercialização se dá através de uma plataforma de distribuição, porém tenho carência de informações sobre a implantação do mercado de e-book na Colômbia.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Perspectiva do palestrante ANIBAL BRAGANÇA, para o 1˚ Congresso Internacional do Livro Digital


Qual a sua expectativa para o evento?
Creio que será um sucesso pois percebo muito interesse no Congresso, inclusive da área acadêmica. Sua repercussão  poderá trazer resultados práticos e concretos para os caminhos da indústria editorial, que se encontra diante de desafios enormes em nosso país.

Qual a importância do Congresso para o Brasil?

A questão do livro digital e do futuro da indústria do livro está sendo discutida há algum tempo, mas só agora ela se tornou imperativa. A realização do Congresso trará subsídios importantes para a área descortinar horizontes, especialmente a partir das experiências em curso em outros países, que, num mercado globalizado, podem ser muito úteis para o Brasil, mesmo que cada país tenha suas peculiaridades, o que exige uma elaboração de projetos a partir de nossa realidade.
 
Qual a sua análise em relação aos palestrantes internacionais?

São muito qualificados e com experiências importantes na área, por isso suas contribuições certamente trarão dados novos e formas de percepção das atuais mudanças que podem ser muito relevantes para os profissionais brasileiros. O Congresso irá reunir experiências e permitirá a todos um enriquecimento recíproco, pois a indústria editorial brasileira tem uma trajetória de grandes conquistas que a tornaram atraente no cenário mundial.

NOVA MESA DE DEBATES

Mais uma mesa de debates foi definida para o Congresso do Livro Digital. No dia 31/03, das 11h30 às 12h30 o tema será: Pesquisa sobre o Hábito do Consumidor de Conteúdo Digital. Na mesa estarão Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro, CBL  e Hubert Alquéres, diretor-presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo

quinta-feira, 4 de março de 2010

NOVOS PALESTRANTES CONFIRMADOS NO 1˚ CONGRESSO INTERNACIONAL DO LIVRO DIGITAL

            A CBL, Câmara Brasileira do Livro, confirmou a participação de mais 2 palestrantes na mesa de debates do dia 31/03,  no 1˚ Congresso Internacional do Livro Digital, que abordará o futuro do livro  no Brasil como meio de comunicação e educação: Silvio Meira e Guy Gerlach. Eles debaterão ao lado de Sergio Valente, Anibal Bragança e Fredric Litto
            O professor Silvio Meira possui graduação em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, mestrado e doutorado  em Ciências da Computação. Atualmente é professor titular da Universidade Federal de Pernambuco. Tem experiência na área de Ciência da Computação, com ênfase em Engenharia de Software, atuando nos seguintes temas: reuso de software, sistemas de informação, software livre, redes sociais, performance, métricas e qualidade em engenharia de software. Ele é cientista-chefe do C.E.S.A.R  – Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife. Atuando desde 1996, o C.E.S.A.R interliga centros de inovação numa rede de conhecimento que realiza projetos de desenvolvimento conectados ao futuro, com qualidade e agilidade.
            Guy Gerlach é presidente da Pearson Education do Brasil desde 2002. Exerceu o mesmo cargo na Macmillan Publishers, Argentina, e foi diretor regional da Heinemann para a América Latina. Iniciou sua carreira no Brasil como professor e, há 25 anos, atua em editoras educacionais, sempre ligado ao mercado brasileiro. Em 2005, sob sua direção, a Pearson lançou a Biblioteca Virtual,  — um acervo de livros universitários digitalizados que podem ser acessados via Internet. Hoje é adotada por várias das principais instituições de ensino superior do país.
            O 1˚Congresso Internacional do Livro Digital será realizado no Hotel Maksoud Plaza em São Paulo, de 29 a 31 de março. Para mais informações, agenda  e perfis de todos os palestrantes acesse:  www.congressodolivrodigital.com.br ou o blog :www.congressodolivrodigital.blogspot.com. Outras informações com a jornalista Gloriete Treviso ( tel 9174-9174).

quarta-feira, 3 de março de 2010

MESA DE DEBATES: O FUTURO DO LIVRO

        No último dia do Congresso ( 31/03), haverá uma mesa de debates com palestrantes que trabalham no Brasil. A discussão será sobre o futuro do livro como meio de comunicação e educação. Haverá uma apresentação da pesquisa sobre o hábito do consumidor do conteúdo digital. E o Brasil nesse contexto? O futuro já chegou? Os palestrantes serão Aníbal Bragança, Sergio Valente e Fredric Litto
        Sergio Valente é  presidente da DM9, agência de propaganda. Ele assumiu a presidência da agência  em 2005. Após 5 vezes na lista dos redatores mais premiados no Norte/Nordeste, mudou-se para São Paulo em 1992. Na DM9 participou da criação de campanhas memoráveis para clientes como a cerveja e guaraná Antarctica, o i digital do Banco Itaú e o lançamento da marca Telefônica no Brasil.
        Anibal Bragança é um português radicado no Brasil. Bacharel em História, mestrado e doutorado em Ciências da Comunicação . Atualmente  é professor associado da Universidade Federal Fluminense, no Departamento de Estudos Culturais e Mídia. Coordena também o Núcleo de Pesquisa do Livro e da História Editorial no Brasil e é avaliador do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior.
        Fredric Litto nasceu nos Estados Unidos, tem 64 anos e é professor da Escola de Comunicação e Artes da USP, desde 1971, quando veio para o Brasil. É coordenador científico da Escola do Futuro, um laboratório de pesquisa que investiga as novas tecnologias de comunicação em aplicações educacionais ( www.futuro.usp.br) e presidente da Associação Brasileira de Ensino a Distância. Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em Comunicação Mediada por Computadores, atuando principalmente nos seguintes temas: educação a distância, aprendizagem, temática, repositórios digitais e novas formas de trabalhar.