terça-feira, 30 de março de 2010

Palestrantes internacionais no 2˚dia do Congresso

        
          O segundo dia do Congresso Internacional do Livro Digital contou com a apresentação de importantes palestrantes internacionais, abordando os mais variados assuntos sobre o livro digital: direitos autorais, o poder das redes sociais, distribuição, novos formatos, etc . O público lotou mais uma vez o auditório no Hotel Maksoud Plaza. No início da tarde, foram necessárias mais duas fileiras de cadeiras, devido ao grande número de pessoas que estavam em pé.


           A primeira palestra do dia foi de Jeff Gomez, CEO da Starlight Runner que abordou: 'O poder do Transmedia'. Ele definiu o assunto como a possibilidade de transmitir mensagens, temas e histórias para o público, com arte,  através de plataformas multimídias. Jeff disse que os maiores visionários do mundo como James Cameron e Steven Spielberg, além dos grandes estúdios estão negociando em Transmedia. "Ela é um caminho de 2 vias: ouvir e responder. As pessoas poderão participar das histórias. Os editores são contadores de histórias e a história é a essência do que produzem".

           Na sequência foi a vez de Calvin Baker que abordou: 'Publicação no Século 21, conteúdo móvel conquista o mundo'. O americano disse que o  livro digital vai contribuir em alguns anos com parte importante das vendas, independentemente da porcentagem e que com a digitalização, as editoras conhecerão melhor quem são seus clientes. Declarou ainda que editoras continuarão a analisar o conteúdo que tem valor, seja em papel ou eletrônico.

           Patricia Arancibia falou sobre criação, conversão e distribuição. Ela apresentou números em que as vendas de livros digitais nos EUA em 2009 subiram 261%, principalmente os de ficção. Hoje 4% dos americanos já lêem livros digitais.  " Em 5 anos o que estamos abordando agora sobre livro digital será primitivo", concluiu. Arantxa Mellado fez a última palestra da manhã, abordando como usar as ferramentas de mídia social no mercado do livro. Ela disse que e 80% das pessoas que lêem gratuitamente o 1º capítulo de um livro, acabam comprando a publicação. "Temos que parar de perseguir o leitor e passar a seduzi-lo. O segredo da mídia social no mundo do livro é o poder das indicações". Outro destaque foi quando declarou  que até hoje os autores foram passivos, mas com a internet, tem que ajudar a promover os livros.

          Depois do almoço foi a vez de Michael Smith afirmar que o  formato e-pub se tornará um padrão mundial, apesar de ainda não estar completo. O e-pub será usado para texto digital e o PDF para conteúdo. Diane Spivey falou sobre os contratos de amanhã, como lidar com os direitos autorais. Para ela, definir questões contratuais agora é falar sobre um futuro que ainda não conhecemos. Mas que não adianta adquirir os direitos de uma obra e não saber o que fazer com elas. Diane concluiu que o contrato precisa cobrir em termos digitais o equivalente ao que se faz no contrato impresso.

          Após um debate com todos os palestrantes internacionais mediado por Ricardo Costa do Publishnews, aconteceu a última palestra com o colombiano Pablo Arrieta. O tema foi: qual a conclusão até agora? Pablo disse que ninguém vai matar o livro e que vai lutar até o fim da vida por ele. Mas agora o leitor é dono do universo e pode fazer coisas incríveis. Analisou também que os livros impressos vão ficar mais bonitos para concorrerem com os digitais.

          Nesta quarta-feira acontece o último dia do Congresso com a participação de palestrantes nacionais, dentre eles: Anibal Bragança, Fredric Litto, Roseli Boschini, Guy Gerlach e Sérgio Valente. O momento mais aguardado será a apresentação da pesquisa sobre o hábito do consumidor de conteúdo digital.


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